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Silverado teve cabine alongada e uma preparação potente no som e no motor: multimídia pesada e 350 cv no 4.2 turbodiesel
Texto: Eduardo Bernasconi
Fotos: João Mantovani

Apesar de parecer americana, esta Chevrolet Silverado 1999 é totalmente brasileira. Você não está louco: a cabine estendida nunca esteve disponível por aqui, porém os proprietários Marcos e Jorge Martelli, dois irmãos de Chapecó (SC), encomendaram a alteração da carroceria a uma empresa especializada em recriar cabines de picapes.

Mas o investimento vai bem além dessa extensão: capô refeito (ganhou uma entrada de ar), estribos laterais, faróis, pára-choques, lanternas e espelhos externos, por exemplo, vieram dos Estados Unidos. Rodas 22" calçadas com pneus 295/35 parecem menores devido ao tamanho da Chevy. A pintura foi feita no Brasil, na cidade dos proprietários. Equipamentos internos como volante, manopla do câmbio manual de cinco marchas, pedaleiras e bancos concha são todos Momo, italianos. Os bancos são top de linha, revestidos de alcântara, material utilizado nos Porsche GT3, por exemplo.

   

Até aqui, tudo parece visual e nada de performance, certo? Então sente-se, porque lá vem história... A dupla de irmãos precisava de mais rendimento em trechos de serra, pois viajavam muito pelo Sul do Brasil. "Queríamos mais força a partir dos 100 km/h para fazer ultrapassagens mais rápidas e seguras", conta Marcos Martelli.

Enquanto o cabeçote do seis cilindros 4.2 turbodiesel era preparado, o novo turbo entrava em cena: um .70 de caixa fria e .63 na quente, com rotores "desconversados" pelo preparador foram suficientes para obter resultado. Obviamente que a pressão do turbo foi elevada na válvula de alívio Beep Turbo - atualmente beira os 2,0 kg. O coletor de escape Motorhead, em inox, garantiu mais rendimento em rotações intermediárias, uma vez que os tubos primários (que saem direto do motor) tiveram seu diâmetro aumentado.

   

Na prática, de 2.000 rpm a 3.000 rpm o bicho pega! Retomar de 120 km/h a 180 km/h, por exemplo, é radical, ainda mais se o piloto pressionar o botão de acionamento do nitro, que gera 50 cv extras ao seis bocas em linha. Com tudo que tem direito, a 2.300 rpm, são 101 kgfm de torque, com potência máxima chegando pouco depois, nos 2.600 giros.

Depois do tratamento estético dado pela equipe Tuner, o médico estava com os batimentos cardíacos estabilizados e respirava sem a ajuda de aparelhos. Marcelo, porém, sabia que dentro das normas de personalização da loja não poderia dar alta ao paciente antes de firmar a carroceria no chão e dar mais uma banho de acessórios na parte interna.

A adoção de um intercooler Belquip também colabora para mais desempenho, pois o ar entra frio, em maior volume, podendo queimar mais combustível e andar forte! Os gases resultantes vão embora pelo escape de 3,5": a fumaça preta que sai "levemente" deve-se à bomba de combustível retrabalhada, agora com alta pressão de funcionamento (cerca de 2,5 kg).

Para que toda a preparação fosse aproveitada, a relação de câmbio foi...

Leia a íntegra dessa matéria na FULLPOWER 44.

   

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