Texto: Péricles Malheiros
Fotos: Cleber Bonato
As linhas da carroceria do 206 chamaram a atenção do empresário carioca Leonardo Bezerra logo em 1999, quando o modelo começou a ser vendido no mercado brasileiro. Rapidamente, Leozinho (como ele é conhecido entre os amigos) foi a uma loja autorizada da marca francesa e adquiriu um 206 zerado, versão Rallye 1.6 8V - tinha início a história de um dos carros mais tuning do Brasil.
Com o peito estufado, Leo se orgulha ao dizer: "Meu carro foi o primeiro 206 preto do Rio de Janeiro." Logo que saiu da concessionária, o hatch ganhou rodas maiores e suspensão rebaixada, além de um upgrade no sistema de áudio, mas nada comparado ao atual estágio.
Com pouco mais de dois meses de uso, o hatch dava entrada na oficina paulista Dalécio. Se você pensa que o motivo do pit stop foi uma eventual quebra, esqueça: Leo havia autorizado a instalação de um kit nitro de 70 cv!
Após uma semana "no estaleiro", o Peugeotzinho estava de volta às ruas e avenidas do Rio de Janeiro. Leonardo assume: "Só andava nitrado! Recarregava o cilindro de três a quatro vezes por semana, de tanto que eu usava o nitro." Renato Dalécio, o preparador, confessa: "Não sei como o motor resistiu tão bem às loucuras do Leo." Passada a euforia, é claro que o insano Bezerra pediu mais - o kit turbo estava a caminho.
HÁ QUATRO ANOS COM O MESMO KIT TURBO
No final do primeiro semestre, o Peugeot 206 estava novamente na Dalécio. Mas, nessa vez, o veneno foi mais pesado. O preparador desenvolveu um kit turbo de primeira, com turbina Mitsubishi (.53/.65) e coletor de escape de ferro fundido. A pressurização na linha de combustível é garantida por uma bomba elétrica de GTI - com pressão inicial de 1,2 kg e final de 4,0 kg. No cofre, um dosador HPI permite o controle preciso da passagem de álcool. Para completar, Renato Dalécio substituiu os bicos originais por bicos de Gol Mi, retrabalhados para garantir maior vazão de álcool para as câmaras.
Um injetor suplementar (de Gol monoponto), controlado por módulo HIS, garante perfeita alimentação do motor em altas rotações. O conjunto de velas originais também foi trocado: agora, um kit de velas mais frias (NGK BR9ES) é o responsável pela queima da mistura ar/combustível.
Para quem duvida da durabilidade da preparação elaborada pela Dalécio, uma informação: o carro roda com...
Leia a íntegra dessa matéria na FULLPOWER de janeiro.