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New Beetle com motor 1.8 turbo é preparado e a carroceria exibe diversos componentes da Beetle Cup européia
Texto: Teco Caliendo
Fotos: João Mantovani

Ao abrir o jornal, o anúncio de um leilão de 40 carrocerias de Golf despertou o interesse do piloto Paulo Palmer: "Estava à procura de um Omega ou Aldee para competir em provas de longa duração, mas imaginei que um Golf chamaria mais a atenção da mídia, facilitando eventuais contratos de patrocínio", diz. Quando chegou ao leilão, Palmer encontrou os 40 Golf e, mesmo assim, seus planos mudaram: em um canto escondido estava um monobloco zerado de New Beetle - na mesma hora, Palmer ligou para seu sócio, Edgar Messias. Instantes depois, Paulo deu o lance e assinou o checão.

A opção pela mecânica original (um 2.0 aspirado) foi descartada em favor de um motor 1.8 Turbo comprado na Crestana & Crestana (SP), que tinha em seu estoque um powertrain - conjunto de quadro, suspensão, motor e câmbio - completo da versão 150 cv, inclusive com chicote elétrico e módulo de injeção. Tudo zerado!

   

Os freios também vieram da Crestana e são de uma série especial do Golf GTI, exportada para os States para comemorar os 25 anos da versão. Os discos, ambos ventilados, têm 312 mm de diâmetro na dianteira e 256 mm na traseira, com upgrade de pastilhas Hawke Blue e flexíveis revestidos com malha metálica.

A Beetle Cup - categoria monomarca criada pela VW Motorsport para Europa e América do Norte - serviu de base para que a estrutura de proteção fosse construída. "Conversei muito com competidores alemães que me enviaram fotos do modelo", lembra Paulo. A suspensão com molas H&R e amortecedores Bilstein, a barra estabilizadora dianteira de 23 mm de espessura (a original tem 21 mm) e a asa traseira fixa (VW Motorsport) também derivam do Beetle de competição.

   

No interior, sobrou apenas a parte superior do painel de instrumentos. O banco é um Lico Circuit e há dois manômetros Auto Meter (de turbo e combustível) montados sobre o painel. No centro do console foi instalado um instrumento duplo (da inglesa Racetech): a parte superior marca pressão de óleo e a inferior mede temperatura de água - o conta-giros no centro do painel de instrumentos é da mesma marca. Na traseira, todo o espaço destinado ao banco foi ocupado pelo tanque de combustível (para 100 litros), construído em alumínio pela Belquip (SP) e equipado com um bocal para abastecimento rápido da ATL.

Nos últimos dois anos, o motor virou com alterações leves: turbo da versão de 180 cv, chip Esther Turbo (SP) e escape de 2,5" de diâmetro direto. A potência girava em torno de 260 cv.

Para a temporada 2005, o carro está mais potente. O Beetle ganhou ...

Leia a íntegra dessa matéria na FULLPOWER 39.

   

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