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Descubra os segredos de um dos carros de pista mais rápidos do país, o Audi TT-R DTM. Motor V8 com 460 cv, câmbio seqüencial de seis marchas, freios de carbono e aerodinâmica avançada garantem o temporal

Ao anunciar sua retirada da Stock Car, no final de 2002, o bicampeão brasileiro de Marcas, Xandy Negrão, começou a procurar um carro para competir no Brasileiro de Endurance - um campeonato com menos provas que a Stock e que lhe deixaria com mais tempo livre para cuidar dos negócios.
O piloto soube que a Audi disputaria a temporada 2004 do Campeonato Alemão de Turismo, o DTM (veja box), com um A4, em substituição aos maravilhosos TT. Xandy entrou em contato com a ABT Racing e começou a negociar a compra de um dos exemplares disponíveis do cupê. O bólido escolhido foi o do piloto francês Laurent Aiello, vencedor do campeonato de 2002. Ágil como Xandy, FULLPOWER não vacilou: foi para a pista e dissecou o foguete!

Quem se aproxima da caranga baba com o visual. A aerodinâmica foi estudada à exaustão. Asas, aletas, spoilers, aerofólios, alguns apêndices "inomináveis", estão espalhados pelo carro. Qualquer tuner pira o cabeção com essa máquina.

   

Ao abrir a porta, dá para ver o que, provavelmente, é a maior concentração mundial de fibra de carbono e kevlar por metro quadrado já reunida em um carro. O chassi é híbrido, a frente e a traseira são construídas com tubos de cromolibdênio - um composto metálico de altíssima rigidez - e estão ligadas ao coque (o miolo do carro), semelhante ao de um Fórmula 3.

Em meio ao oceano de carbono, o piloto fica com a visibilidade limitada. Boa parte do foco está no painel com tela de cristal líquido Bosch, que informa sobre o funcionamento do motor (temperatura e pressão dos fluídos e até mistura ar/combustível) e tempo de volta.
No centro, fica a alavanca do câmbio seqüencial X-Trac. Andreas Mattheis, chefe da equipe, explica como se opera uma transmissão de mais de US$ 100.000! "O X-Trac é extremamente resistente... E sensível: as trocas devem ser executadas com rapidez e firmeza. Se a troca for lenta, ele quebra!" Sensores de velocidade e de força ligados à alavanca, "lêem" a maneira como o piloto lida com o câmbio milionário. Se a operação não estiver correta, a braçada é imediatamente gravada - nos boxes, os dados denunciam o piloto.

   

O motor 4.0 aspirado rende 460 cv, limitado pelos restritores de 28 mm e pela rotação máxima de 7.500 rpm. É baseado em um projeto da Mugen para a Indy - nos fórmulas americanos não há limitadores de potência e os comandos de válvulas são diferentes (chegam às 10.000 rpm e 750 cv). No DTM, as limitações são em função do regulamento que estipula o...

Leia a íntegra dessa matéria na FULLPOWER 29. Nas bancas.

   

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