Concebido pelo Centro de Tecnologia de Design Lio Ho, que a Ford mantém em Taipei, capital de Taiwan; o conceito Equator é a aposta da marca para a futura geração de utilitários esportivos voltados para performance on road. O projeto foi desenvolvido pelo designer Paul Gibson, no começo desse ano, e levou cerca de seis meses para sair do papel. O objetivo da Ford é que o Equator repita o sucesso do SUV Escape no continente asiático.
O visual do Equator é agressivo e carregado de esportividade, a começar pela parte dianteira, que exibe capô com dois largos vincos longitudinais e nova grade do radiador que inclui três barras metálicas horizontais. Ao centro delas está o emblema da Ford entre duas aberturas emolduradas. O conjunto ótico é formado por faróis de xenônio e LEDs (diodos emissores de luz) instalados em máscaras de contorno metálico. Na parte inferior do pára-choque há três entradas de ar, duas nas extremidades, para direcionar o fluxo para os pneus; e uma larga ao centro, para ajudar na refrigeração do motor.
Nas laterais, o destaque fica para as rodas de 19 polegadas e dez raios, calçadas por pneus Michelin 255/50 R19.
Por dentro, o predomínio da cor preta nos revestimentos é quebrado por detalhes em azul (“Blue Cobalt”) no painel e console central que, aliás, avança para a parte traseira. Há ainda apliques metálicos no centro do volante, na base e na alavanca do câmbio automático e nos puxadores das portas.
A instrumentação, por sua vez, é formada por quatro mostradores arredondados com iluminação azul e contornos metálicos. O espaço é limitado a quatro ocupantes que viajam acomodados em bancos esportivos feitos de vinil, em formato concha. Entre outros equipamentos, o SUV dispõe compasso digital sob o monitor de DVD situados no centro do painel.
Para entregar o desempenho esportivo, o Equator é equipado com motor Duratec 30, um 3.0 V6 de 24 V DOHC, de 197 cv de potência, disponíveis a 6.000 rpm, e 36,6 kgfm de torque a 4.700 rpm. Toda essa força é transferida para as rodas por meio de transmissão automática computadorizada de seis velocidades acionada por uma espécie de manche.
O protótipo dispõe ainda de sistema de tração 4WD inteligente capaz de transferir 99% da tração do eixo dianteiro para o traseiro, quando necessário. Com ajuda de sensores instalados nas rodas e no acelerador, o sistema de tração é capaz de fazer 200 cálculos por segundo e distribuir a quantidade exata de torque necessária para evitar que as rodas patinem.
Os freios são a disco de 30,2 cm de diâmetro nas quatro rodas, assistidos por ABS. A suspensão, baseada na do jipe Escape, é do tipo McPherson, com molas e barras anti-rolagem, e do tipo multi-link na traseira. Para finalizar, a cor especial que cobre a carroceria é a “First Light Orange” que, segundo a Ford, simula a tonalidade do sol nascente durante o verão equatorial.